Eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, comprometem a segurança das pessoas, interrompem serviços essenciais e paralisam atividades produtivas. O Atlas Digital de Desastres no Brasil estima prejuízos acima de R$ 380 bilhões decorrentes de estiagens e chuvas intensas entre 2015 e 2024. Desse total, R$ 350 bilhões recaíram sobre o setor privado, em decorrência da destruição de propriedades, interrupção de infraestrutura essencial e paralisação da vida cotidiana.
Nesse contexto, a adaptação climática desponta como prioridade para ajustar sistemas humanos e naturais às mudanças ambientais já em curso e às que ainda virão. Isso implica investimentos em melhoria da drenagem urbana para conter enchentes, construção de reservatórios hídricos sustentáveis e reordenamento urbano para retirar populações de zonas de risco. Os impactos ambientais e sociais da crise climática atingem comunidades, governos e empresas, o que torna a colaboração entre setores indispensável para enfrentar esse desafio.
Publicado por Stanford Social Innovation Review, 10 de dezembro de 2025.



